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Se depender do efeito “halo” sua imagem pode ir para o ralo.

Halo é um termo em inglês que significa auréola, aquele círculo dourado que flutua sobre a cabeça dos santos. Baseado nessa imagem canonizada, o psicólogo americano Edward Lee Thorndike (1874 – 1949) desenvolveu, em 1920, o que chamou de “efeito halo”, em seus estudos comportamentais.

Esse fenômeno ocorre quando julgamos ou opinamos sobre uma pessoa baseados em somente algumas características dela. Certamente, você já conheceu alguém que se diz “sensível” e que nunca se engana sobre as pessoas que acabou de conhecer, não é? Pois bem, é provável que essa pessoa seja fortemente influenciável pelo efeito halo.

O que Thorndike não sabia na época, e hoje sabemos, graças a Alexander Luria (1902 – 1977), neuropsicólogo soviético especialista em psicologia do desenvolvimento, é que nós, seres humanos, somos dotados de três sistemas cerebrais interdependentes, e é no primeiro deles – responsável pela atenção e pela vigília – que realizamos o prejulgamento de um indivíduo baseados em imagens preconcebidas em nossa mente.

O que isso quer dizer é que você vai sempre julgar positivamente pessoas que te remetam a lembranças positivas devido a um determinado biotipo ou estilo pessoal que você já conheceu previamente, e da mesma forma acontecerá com os julgamentos negativos.

O problema do efeito halo no mundo corporativo é que ele anda de mão dada com a estereotipia e, segundo Laurie Mullins, autora do livro Gestão da Hospitalidade e Comportamento Organizacional, a grande maioria dos administradores observa um espectro muito limitado do comportamento e das atividades de seus funcionários, sendo que uma peculiaridade qualquer, como o fato de chegar atrasado ao trabalho, pode se tornar o principal, senão o único critério para julgar o desempenho de alguém.

Assim, um exercício importante para fazermos diariamente é lembrarmos que atuamos em diferentes papeis, hora como trabalhadores, hora como pais e cônjuges, hora como motoristas, e assim por diante. Essa é a forma que temos para responder às demandas das convenções e tradições sociais, seja um papel atribuído a alguém, ou um papel que a sociedade espera que adotemos. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung (1875 – 1961), o propósito dessas “máscaras” é causar uma impressão definida nos outros e, muitas vezes, embora não necessariamente, ocultar a nossa verdadeira natureza.

Existem diversas formas de melhorar a sua apresentação pessoal para usar o efeito halo a seu favor no seu dia a dia. Conheça nosso treinamento “Marketing pessoal de A – Z” e desafie a percepção das pessoas nos seus próximos encontros.

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